É Psicologia? É Filosofia? São os dois! (Parte I)
O advento da Psicologia só se dá após uma rica história da Filosofia. Como todo conhecimento obtido pelo homem, foram necessários anos e anos de estudo e experiências.
Neste artigo você verá de forma breve e simplória uma linha do tempo que não só representa a Psicologia ou Filosofia, representa os principais nomes e marcos desta rica História.
Boa leitura!
O PERIODO MÍTICO:
É impossível citarmos a filosofia sem antes passarmos pelo o período mítico.
O pensar mítico é muito importante não só para filosofia como também para todas as áreas do conhecimento. O homem como ser social sempre buscou explicações para o mundo que está ao seu redor, e é daí, que surge o pensar mítico.
Em uma época de conhecimentos ainda escassos a explicativa de tudo que era existente no universo ficava a cargo “divino”, a fé é o que move o mundo em sua época mítica.
A influência dos deuses no mundo grego:
Todos os fenômenos mundanos eram explicados pela fé; para tudo havia um deus.
Zeus por exemplo era o “deus dos deuses”. Poderoso, Zeus era o deus do trovão.
Afrodite era a deusa do amor; seu filho Eros o deus da paixão, do erotismo.
Os deuses, embora imortais e poderosos sempre tinham uma característica em comum com os humanos — o que estabelecia o dualismo “divino-profano”.
É deste período também que surge a epistemologia da palavra “Psicologia”.
· Psico:Vem do Grego, “Psique” que foi uma deusa grega muito bonita e que ganhou a imortalidade por Zeus que se compadeceu de seu drama. Psico, do grego, significa alma.
· Logia: Também do Grego, significa “Estudo”, “Investigação”, “Conhecimento”
Levando ao “pé da letra”, “Psicologia” então seria o “Estudo da Alma”.
É deste rico período que surgem diversos pensamentos e questionamentos, o que motiva a sociedade para maior busca de conhecimento.
Período Pré-Socrático: A alvorada do conhecer.
Após anos, o pensamento mítico começa a perder forçar e em sua contramão, surge o movimento “cosmológico” ou “pré-socrático”.
O humano sempre busca por resposta, a explicação divina parecia não mais ser suficiente, este então, é o passo primordial para o início da Filosofia na Grécia e no mundo.
O “pontapé inicial” se dá com Tales de Mileto (625 a.C. a 558 a.C.) que dizia que o elemento fundamental para a vida no universo era a água, tudo dela provinha.
Este é o primeiro sinal da filosofia na história humana, portanto, Tales de Mileto é o pai da filosofia clássica ocidental.
Tales iniciou, a partir daí, a primeira corrente filosófica da História, o Elementismo.
O que é o “Elementismo”?
Um movimento que dizia que o universo provinha de um único elemento. Entre os principais nomes desta corrente surgirá:
Heráclito (535 a.C. a 475 a.C.):
Heráclito, filosofo grego, acreditava que tudo existia no universo era oriundo do fogo.
“Tudo flui, tudo o que nos circunda vem do fogo”.
Pitágoras (570 a.C. a 490 a.C.):
Até hoje uma referência no que diz respeito ao mundo matemático, Pitágoras pregava que tudo que há ao nosso redor não só eram de origem numérica como também eram explicados por eles (números). Os números são “os seres permanentes” da filosofia, de acordo com Pitágoras.
Entretanto, nem todos os filósofos “pré-socráticos” são elementistas.
Anaxágoras de Clazômenas (499 a.C. a 428 a.C.):
Anaxágoras foi um dos primeiros filósofos da história que afirmou que a vida não vinha só de um único elemento e sim de várias partículas que juntas formavam uma reação, se dividiam e após esta divisão que surgiria a vida.
Também um dos pioneiros que afirmavam que não havia um deus para cada fenômeno e sim, um deus que criou tudo e que era um ser virtuoso. Citava a espiritualidade, a força que rege tudo.
Este período da filosofia é substituído pelo o “antropocêntrico”.
Antropocêntrico: O homem no centro de tudo.
O ser humano agora é o centro das atenções do conhecimento, um ser complexo e racional precisa ser estudado e acima de tudo, conhecer o meio em que vive.
O passar do conhecimento resumia-se em conhecimentos de guerras campais e de colheita, aspectos que eram relevantes na Grécia daquela época (Grécia que é o berço da civilização ocidental).
Quem passou a mudar o conceito de passar conhecimento foi a Escola Sofista, que era um grupo itinerante. Ou seja, migravam de cidade a cidade para atrair jovens estudantes cobrando uma taxa em troca de ensino. O conceito de educação a partir deste ponto foi mudado na Grécia: Os princípios da educação passam a ser a política, a economia, a moral e a história.O que proporcionou esta mudança drástica na percepção foi a eminente descrença dos homens nos deuses, embora esta forma de conhecer ainda estivesse forte naquele momento.
Os sofistas eram os dominadores da oralidade e da retórica, não havia discussões sobre o assunto em si, e sim, uma imposição de opiniões. O grande objetivo sofista não era só passar conhecimento como também criar novos integrantes daquele grupo.
Embora pioneiros, os sofistas despertavam também críticos. Dentre eles, um dos maiores nomes da filosofia.
Sócrates contra Sofistas:
Sócrates era um ferrenho crítico do trabalho sofista, uma vez que, para ele, o conhecimento vem através da dialética e não através da oralidade. O ensino só vem pela discussão, pela problemática.
Sócrates também foi itinerante, saia de cidade a cidade para ir em busca de debates (que fazia de modo não pago). Acusava o grupo sofista de serem aliados ao governo grego, que andavam para propagar ideias que não eram deles e sim dos governantes, não tinham amor ao conhecimento e nem a opinião contrária. Na vista de Sócrates, o grupo de sofistas não integravam a Filosofia pois para ser um filósofo seria necessário indagar, questionar.
Sócrates (470 a.C. a 399 a.C.)
Nascido em Atenas, Sócrates é sem dúvidas um dos mais importantes nomes da história humana. Com sua principal ideia voltada ao debate, foi o pioneiro em traçar o limite entre os homens e os animais, em traçar um perfil de razão. Seus ensinamentos foram passados por Platão, uma vez que não há registros de suas escritas até os atuais dias. Explica-se pela razão de que em sua época, os conhecimentos eram passados, via de regra, oralmente. Outra explicação também era de que Sócrates pregava que “de nada sabe” e a escrita seria o fechamento deste conhecimento.
Sócrates dizia que o nosso mundo é um mundo imperfeito, o mundo dos sentidos é imperfeito, ilusório. Para obter o real conhecimento é preciso que se conheça o individual — para depois — conhecer o externo.
“Conheça a ti mesmo”
Seria, este, o método filosófico da introspeção.
A consciência da ignorância é o começo da filosofia.
“Só sei que nada sei”
Qual era o objetivo da Filosofia para Sócrates?
O fim (de objetivo) da filosofia para Sócrates era a educação moral, pois, quando o homem conhece o bem ele o faz. A educação torna o homem virtuoso. Tudo que há no mundo é bom.
Desta forma, o sábio não erra.
Deus, por Sócrates.
Deus é um ser superior (inteligente) e bondoso, que dota o homem de inteligência e conhecimento ético. A verdade já está no homem e é dada por deus.
O DESPERTAR FILÓSOFICO POR SÓCRATES: Se dá através do diálogo, é através dele que nos livramos da ignorância. O papel da filosofia é trazer luz a verdade que há no homem, uma vez que o conhecimento já nasce com o ser, a vivência só o faz relembrar.
-É impossível que se atinja a verdade por meio da imposição. A verdade é atingida pela subjetividade.
Subjetivo: Eu
Objetivo: Externo.
Platão (437 a.C. a 347 a.C.)
Sócrates foi aquele que traçou pela primeira a razão. Mas onde é que fica esta razão?
Coube a Platão definir isto. O filósofo dizia que a razão está na cabeça, junto à alma.
Na visão “platônica” há uma dicotomia “corpo-alma”, portanto, estas são entidades separadas. A medula espinhal é o elo que liga alma ao corpo.
Na definição de Platão, o corpo é a parte descartável do homem, uma vez que, a matéria (o corpo) morre e fica na terra. Após isso, vira matéria morta; a alma, em contrapartida, sai do corpo e vai para o mundo das idéias, quando a partir daí procura um novo corpo de abrigo.
Quando finalmente a alma encontra um “corpo-abrigo” esta matéria já é dotada de conhecimento, uma vez que, para Platão, a psique já tem sua essência pré-determinada, a vivência apenas faz relembrar este conhecimento. Portanto, era um filósofo Nativista. Trocando em miúdos, aquele que pregava que o homem nasce com idéias inatas vinda da psique.
A alma é imortal; a mente é o belo.
- O mundo dos sentidos é um mundo imperfeito.
Foi este filósofo também o responsável por uma das idéias mais importantes da filosofia. A separação do “mundo sensível” do “mundo inteligível” criando os dois tipos de inteligência:
· Inteligência Objetiva: Esta faz parte do mundo imperfeito, o mundo do palpável, o mundo que percebemos; dos sentidos. Um mundo ilusório.
· Inteligência Inteligível: Faz parte do mundo das idéias, de onde vem a psique, o conhecimento inato. Este sim, um mundo perfeito.
É a partir destas idéias que surge a “Filosofia (Pedagogia) da Essência”:
O ser é predestinado a seguir certo caminho que já está escolhido (que vem do mundo das idéias).
A idéia da essência também é seguida por outro grande nome da filosofia, porém de maneira diferente.







Parabéns pelo artigo !!
ResponderExcluirObrigado amigo. Seja muito bem vindo!
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