A tecnologia é uma arma de adaptação.
Charles Darwin, em sua obra “A Origem das Espécies” dizia que sobrevive no planeta a espécie que melhor se adapta. O ser humano nem sempre esteve no topo da cadeia alimentar, foram necessário anos de evolução e adaptação ao meio em que viviam para passar de dominados para dominadores. Descobrir que poderíamos caçar animais com ferramentas arrojadas como lança e com o domínio do fogo deu principio ao movimento que mudaria o mundo: A tecnologia.
Não há limitação que o homem não consiga superar através de ferramentas. Todas as necessidades são supridas. Desde a locomoção à sexualidade. Depois de muito tempo de termos se estabelecido no mundo como ser dominante, nos vemos na condição de buscar solução para tudo que nos cerca.
O avanço tecnológico permitiu que todas as lacunas sociais, emocionais e comportamentais fossem preenchidas de maneira significativa. Não existe problema que não possa ser resolvido, graças as inovações sempre astutas que os homens tem em seu leque de bugigangas. Se há dor, existe uma parafernália farmacêutica para cura-la; se há prazer, os artefatos sociais estão aí para registrar o momento. Para cada instante há um pedaço da evolução dos aparatos construídos pelos homens. E não há tanto mal nisto.
Será que a tecnologia conseguirá substituir a solidão? A pergunta é válida. Sempre sonhamos com o ser perfeito que nos complete, nos entenda e nos ame. Em humanos, de carne e osso, isso é raro efeito. Com o avanço das inteligências artificiais, dos jogos eletrônicos e das angústias solitárias, nos vemos cada dia mais próximos de criar laços reais com seres virtuais. As redes sociais surgem desta necessidade, deste prazer instantâneo de encontrar no outro, o ideal de si.
É impossível dizer que se pode viver sem a tecnologia, afinal, tudo que há ao nosso redor é tecnológico, até este simples papel. Nossos sentimentos estão ligeiramente ligados com essas nuances de mudanças constantes. Preencher o abismo da solidão é um objetivo humano, evoluir tecnologicamente também é um objetivo. Unir estes dois desejos é só uma consequência de uma sociedade solitária.



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